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Cinco escolas encerram em Cantanhede

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São cinco as escolas básicas do concelho de Cantanhede que já não abrem portas no próximo ano lectivo. Em Portugal, são quase três centenas de estabelecimentos que encerram, no âmbito do processo de reorganização da rede escolar nacional. As escolas básicas de Cochadas, Fervença, Gândara, Lemede e Portunhos, no concelho de Cantanhede, vão encerrar. A EB de Fervença e a de Cochadas pertencem ao Agrupamento de Escolas Gândara-Mar, da Tocha, enquanto as outras fazem parte da rede escolar do Agrupamento de Escolas Marquês de Marialva, de Cantanhede, que assim perde três escolas. A lista dos 297 estabelecimentos do ensino básico que não abrem portas no ano lectivo de 2011/2012 foi divulgada pelo Ministério da Educação e Ciência, no âmbito do processo de reorganização da rede escolar em Portugal, que tem preconizado a criação de “mega-escolas” e “mega-agrupamentos”, numa tentativa de concentrar alunos e meios.

Já o ano passado, em Julho, algumas escolas do concelho de Cantanhede tinham sido sinalizadas quanto ao seu provável encerramento. Ainda assim, e no caso concreto da escola de Fervença, tal acabou por não acontecer, muito por força da mobilização atempada dos pais, e também porque a Câmara Municipal de Cantanhede entendeu não estarem reunidas as condições para que os alunos desse estabelecimento fossem transferidos para a escola básica da Taboeira.

Este ano, os encerramentos são, à partida, irreversíveis, com a Tutela a considerar que os alunos das escolas que não vão abrir portas serão transferidos para “centros escolares ou escolas com infra-estruturas e recursos que permitem melhores condições de ensino”. Os estabelecimentos que agora encerram, todos com menos de 21 alunos, concentram-se sobretudo na Região Norte e Centro do País, com o concelho de Alcobaça a ser aquele que perde mais escolas (12 no total). Cantanhede perde cinco escolas, um dos números mais elevados do distrito de Coimbra. Já Mira, não vê encerrar nenhum estabelecimento de ensino.

Hermenegildo Freire, elemento da Direcção do Agrupamento de Escolas Marquês de Marialva, recebeu a notícia “sem surpresa, seria expectável que assim acontecesse”. Os alunos das escolas de Portunhos e Gândara serão transferidos para o recém-construído Centro Educativo de Ançã, que oferecerá outro tipo de condições físicas e pedagógicas às crianças. Quanto à EB de Lemede, “era uma escola com poucos alunos, que serão transferidos para outros estabelecimentos da rede escolar”.

No âmbito do plano de reorganização da rede escolar chegou a estar previsto o encerramento de 600 escolas, número avançado em Março pela então ministra da Educação, Isabel Alçada, mais do dobro das 297 agora anunciadas. Já em Julho, o novo ministro com a pasta da Educação, Nuno Crato, tinha afirmado que deveriam ser perto de 266, as escolas que já não abririam portas no próximo ano lectivo, um número um pouco inferior às que realmente foram encerradas. O Ministério defende que “nas escolas de destino, os alunos vão encontrar espaços educativos com mais qualidade e melhores condições para obterem sucesso escolar”. | FC

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