Aquando do balanço da XX Expofacic, em 2010, João Moura considerou que o certame estava “noutro campeonato”. Hoje, um ano e 419 mil visitantes volvidos, o autarca elogiou o trabalho feito pelas equipas “no silêncio e no recato”, trabalho que permitiu consolidar a Expofacic enquanto maior evento do género em Portugal.

 

Não há volta a dar. A Expofacic – Feira Agrícola, Comercial e Industrial de Cantanhede é, cada vez mais, o maior certame do género em Portugal. Ano após ano, a organização tem trabalhado (muito) para que a Expofacic consiga ir um pouco mais além, apostando em artistas de eleição, no envolvimento das Associações e principais entidades do Concelho, numa carteira diversificada de expositores e de atracções. Este ano, uma vez mais, a Comissão Executiva e todos aqueles que tornaram este certame possível, conseguiram transcender o trabalho e os resultados da última edição. Em ano de crise e de contracção, a Expofacic cresceu. É o que acontece quando se investe na excelência, quando todos trabalham, juntos, em prol de um mesmo objectivo: assumir a Expofacic como o maior evento do País.

A fasquia estava a um nível bastante elevado, já que 416 mil pessoas passaram pelo recinto da Feira-Festa em 2010. Foi o melhor ano de sempre a todos os níveis. Os expositores saíram satisfeitos, os visitantes também. Houve, até, lista de espera para conseguir um “cantinho” no certame, com mais de 100 entidades a ficarem de fora da Expofacic. A fasquia era alta, mas foi transposta com êxito. Em contra-ciclo com os cofres do Estado, a Feira cresceu. Na XXI edição de Expofacic todos os recordes foram batidos: 419 mil visitaram o evento, número astronómico que atesta o estatuto da Feira e o reconhecimento do público.

“Se poderia ter havido alguma interrogação quanto ao sucesso da XXI Expofacic, dada a conjuntura desfavorável que estamos a viver, fica provado que a Expofacic é um fenómeno”, considerou João Moura na passada segunda-feira, 1 de Agosto, em jantar de rescaldo e balanço da Feira, mas também de celebração e comemoração. O autarca referia-se aos números oficiais de afluência de público, os tais 419 mil visitantes que passaram pelo recinto do certame e pelo concelho de Cantanhede. Depois de dez dias altamente intensos e de outros tantos meses de trabalho aturado, Comissão Executiva, funcionários da Inova – Empresa Municipal e representantes da Autarquia e de outras entidades oficiais saboreavam o doce gosto do sucesso, sorriso estampado no rosto e o sentimento de missão cumprida quase palpável.

 

90% de transpiração

Foi neste ambiente de confraternização e alegria que João Moura se dirigiu aos presentes, elogiando, uma vez mais, o trabalho e dedicação de todos, confessando o seu grande apreço “pelas equipas que, no silêncio e no recato vão fazendo este trabalho, e que ainda assim conseguem sempre brindar-nos com um sorriso no rosto”. Os tais rostos invisíveis da Festa, que já Patrocínio Alves, presidente do Conselho de Administração da Inova, havia homenageado, foram um pouco menos invisíveis na noite de segunda-feira. Sentados à mesa, homens e mulheres que durante meses se dedicaram a esta causa viram nas palavras de João Moura a gratidão e o reconhecimento. E os sorrisos de que o edil falara voltaram.

“Este foi um trabalho feito com imaginação, mas sobretudo, com 90 por cento de transpiração”. De Outubro a Julho, dezenas de pessoas prepararam a XXI Expofacic, pessoas que começam, já, a arregaçar as mangas para a 22.ª edição, em 2012. Os cabeças-de-cartaz da Expofacic 2011 foram apostas ganhas, com James Blunt, artista britânico que actuou no dia 30 de Julho, a ser responsável pela maior enchente da Feira: 56 mil visitantes (apesar dos oito euros que custava o bilhete). Xutos e Pontapés e Tony Carreira também confirmaram o sucesso de edições anteriores, e Rui Veloso, “pai” do rock português, fechou a Feira com “chave de ouro” (49 mil visitantes).

A XXI Expofacic foi inaugurada no dia 22 de Julho, pelo secretário de Estado da Administração Local e da Reforma Administrativa, Paulo Júlio, e, ao longo de dez dias, recebeu 419 mil visitantes, entre os quais a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, e o recentemente ordenado bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes. José António Pinheiro, presidente da Comissão Executiva da Feira, e Patrocínio Alves consideraram que o certame correspondeu às expectativas, quer da organização, quer dos expositores e visitantes. Já João Moura, vestiu, literalmente, a camisola: “Podias viver sem a Expofacic? Podias… mas não era a mesma coisa!”, rezava a t-shirt que o presidente da Autarquia vestiu no dia do jantar de balanço. Com crise ou sem ela, venha a troika ou quem vier, para o ano há mais Expofacic. | FC