O executivo de Cantanhede já celebrou o contrato de construção do Centro Educativo de Cadima. Com o novo edifício vai ser possível reunir todos os alunos dos estabelecimentos de ensino da Freguesia num único espaço, uma realidade que se espera ver concretizada dentro de um ano. 

O contrato da empreitada relativo à construção do Centro Educativo de Cadima, no concelho de Cantanhede, foi assinado no passado dia 15 de Julho. A adjudicação, pelo valor de 997.291  euros, ao qual acresce o Imposto Sobre o Valor Acrescentado, foi formalizada por João Moura, presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, e João Batista Pires, sócio-gerente da J.B. Pires Construções, a empresa que vai executar a obra. A sessão contou, ainda, com a presença de Helena Teodósio, vice-presidente da Câmara Municipal de Cantanhede e dos vereadores Pedro Cardoso, José António Pinheiro e Paula Gil.

A construção do edifício vai beneficiar de uma comparticipação em 80 por cento, após a aprovação de uma candidatura feita no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional. O Centro Educativo será edificado num terreno que Município adquiriu para o efeito, situado na localidade de Rodelo, numa zona considerada em expansão a nível urbano, a cerca de 600 metros do largo central de Cadima. Segundo um comunicado a que o AuriNegra teve acesso, a localização “privilegiada em termos de acessibilidades” foi um aspecto “devidamente acautelado”, uma vez que um dos objectivos do projecto é “concentrar a totalidade dos alunos dos estabelecimentos de ensino dispersos pela Freguesia num novo equipamento escolar com condições físicas, espaciais e materiais para darem resposta adequada às actuais exigências pedagógicas”.    

Freguesia em crescimento

De acordo com José Pessoa, presidente da Junta de Freguesia de Cadima, o centro escolar “era para ser construído há mais tempo, mas as dificuldades na aquisição de terrenos atrasaram o processo”. Considerando o equipamento como uma “mais-valia”, o Presidente mostrou-se bastante agradado com a assinatura do contrato, esclarecendo que Cadima “é a freguesia com mais escolas do concelho de Cantanhede, sete neste caso”. Contextualizando a “necessidade da criação de um novo parque escolar a nível nacional” com a “decisão do Governo em fechar algumas escolas”, José Pessoa defendeu que o novo Centro Educativo “vai servir para promover a educação e a cultura das nossas crianças e jovens”. A criação de novos postos de trabalho é outra vantagem apontada pelo autarca. “A freguesia de Cadima está a crescer e tem muita gente jovem. O número de crianças não está a aumentar, mas tem-se mantido. É uma realidade que contrasta com outras freguesias do concelho de Cantanhede”, analisou. “Para mim é uma das obras que eram fundamentais para Cadima”. 

José Pessoa recorda os estabelecimentos de ensino já encerrados. “A primeira a fechar foi a escola de Quintã. A escola de Aljuriça fechou o ano passado e este ano querem fechar a de Olhos da Fervença. Por enquanto, ainda ficam em funcionamento duas escolas em Cadima e duas em Taboeira”. Avançando que está previsto que a obra esteja concluída dentro de um ano, José Pessoa afirmou que “nessa altura, o resto das escolas vão fechar de vez e as crianças vão ser transferidas para o Centro Educativo de Cadima”. “Reconheço que esta obra se deve em grande parte ao Dr. João Moura, que tem sido uma pessoa muito dedicada a este projecto”.   

Ponto de encontro escolar

Indo ao encontro do que está estabelecido na Carta Educativa do concelho de Cantanhede, no que diz respeito à previsão da evolução da população do 1.º Ciclo do Ensino Básico, o imóvel estará preparado para receber mais de 100 alunos. Irá ser constituído por seis salas de aula equipadas com banca de apoio e arrumos de material didáctico, gabinetes, sala de reuniões para docentes e instalações sanitárias divididas por sexos, incluindo uma adaptada para pessoas que enfrentem dificuldades de mobilidade. Com um único piso, o edifício com configuração em forma de “L”, terá ainda duas salas, uma para actividades e outra para a Componente de Apoio à Família, um espaço polivalente concebido para permitir a sua ampliação para uma área de uso geral, refeitório, sala polivalente, bibliotecas e recinto de jogos no exterior. | LM