Quando precisar de uma banda para animar uma festa ou, quem sabe, de um determinado instrumentista para fazer uma surpresa à “cara-metade”, já pode dispensar as longas horas de pesquisa na Internet. A Associação de Músicos do Concelho de Cantanhede (AMCC) está cá para isso e muito mais.

Foi dado o primeiro passo para cumprir o desejo de reunir os músicos de Cantanhede numa única associação. Com poucos meses de existência, a AMCC já tem uma série de projectos prontos para pôr em prática, sendo alguns deles de cariz solidário. “Quem está ligado à música tem sempre o interesse de se reunir em grupos em que se toquem alguns instrumentos. Numa dessas reuniões, há cerca de dois anos, eu e o Ricardo Gomes, Vice-Presidente da AMCC, começámos a aventar a necessidade de criar uma associação para juntar este núcleo de gente que toca separadamente, desde músicos de bar a elementos de bandas”, explicou João Pedro Couceiro, Presidente da AMCC.

“No ano passado, no Dia da Freguesia de Cantanhede, a 25 de Junho, juntaram os músicos locais para fazer um espectáculo, o que levou a que houvesse uma união mais partilhada”. Num encontro informal realizado a seguir à actuação, os 18 músicos, agora sócios fundadores, decidiram avançar, tendo a associação sido formalmente constituída a 10 de Março de 2011.

A apresentação ao grande público aconteceu na mais recente edição do Tapas & Papas – XIII Feira de Artesanato de Cantanhede (10 a 12 de Junho). “Participámos com uma tasquinha diferente, com música ao vivo. Penso que foi lá que virámos uma página. O sucesso foi tremendo, tivemos uma grande adesão e elogios de todas as partes. Estreámos um músico de 12 anos, que nunca tinha tocado em palco. Foi um momento emocionante”.

Cumpridos os primeiros objectivos, ainda há um longo caminho a percorrer. “Queremos criar uma base de dados dos músicos de Cantanhede. Quando alguém quiser fazer um espectáculo pode contactar a AMCC. Vamos aglutinar aquilo que andava disperso”. A promoção de concertos para divulgação dos músicos cantanhedenses e o lançamento de novos artistas estão, também, na mira dos fundadores daquela associação.

Outra das vertentes que os músicos querem assegurar é o apoio prestado a autarquias e juntas de freguesia. “A AMCC vai organizar, de forma gratuita, a animação do centro da cidade de Cantanhede no próximo Dia da Freguesia de Cantanhede [amanhã, sábado] ”. Para João Pedro Couceiro, a falta de uma sede é vista como um “problema secundário”. “Temos uma oferta muito generosa da paróquia de Cantanhede, que nos vai ceder salas. O padre Luís Francisco tem sido das pessoas que mais apoio nos tem dado. Para já, vamos estar servidos de espaço e mais tarde, paulatinamente, através de fundos angariados em espectáculos, penso que vamos ter uma sede. Ainda que seja arrendada. Mas isso não nos assusta”. O espaço próprio vai servir para a criação de uma academia de música para os mais carenciados. “Um dos legados que gostava que a AMCC deixasse era ter criado uma forma de uma criança, ou um adulto, não ficar sem formação musical por falta de dinheiro ou de um instrumento”, confessa.

Instrumentos para todos os gostos

Ainda sem protocolos estabelecidos, o presidente da associação sublinha o apoio dado pelo presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, João Moura, pelo Vereador da Cultura, Pedro Cardoso, e pela Presidente da Junta de Freguesia cantanhedense, Fátima Negrão. “Já tive oportunidade de lhes dizer que o apoio e presença na Tapas & Papas foi essencial. É importantíssimo sentirmos que alguém nos conhece e aprecia”. 

Neste momento, o presidente assegura que a AMCC já tem mais de 100 associados, esperando que brevemente o número chegue aos 300, graças aos contactos estabelecidos com outras associações, escolas de música e grupos musicais. Entre os associados toca-se de tudo um pouco, desde bateria, flauta transversal, acordeão até gaita-de-foles, guitarra e violino. “Não me recordo de algum instrumento que não toquemos”. | LM

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