O Dia do Pai celebra-se amanhã (sábado, 19), mas no Jardim de Infância de Febres as prendas são entregues já hoje. A partir das 16h30 vai haver festa e, neste dia, os pais tornam-se o centro de todas as atenções.

Esta foi uma semana agitada no Jardim de Infância de Febres, onde crianças, educadoras e auxiliares trabalharam em conjunto para preparar a festa do Dia do Pai. Apesar de a data só ser celebrada oficialmente amanhã, esta instituição optou por antecipá-la um dia. “Preferimos fazer a festa hoje porque, com o fim-de-semana pelo meio, teríamos de adiar para segunda-feira”, argumenta a Coordenadora Pedagógica, Isabel Bento.

No convite enviado para os pais foi pedido que trouxessem um brinquedo da sua infância e, implicitamente, muita energia para brincar com os filhos. “Queremos que os meninos sintam que os pais vêm brincar com eles”, confessa a responsável. “Não basta que passem algum tempo com as crianças, é preciso que esses momentos sejam de qualidade”, acrescenta.

“Era uma vez” é o tema do projecto educativo para o ano lectivo 2010/2011, o que faz adivinhar muitas histórias para o dia de hoje. “Tentámos realçar o sentimento que cada criança tem pelo seu pai”, sublinha Isabel Bento.

As crianças do jardim-de-infância de Febres estão divididas por grupos, de acordo com a idade. Berçário (0 aos 5 meses), Sala Branca de Neve (1 aos 2 anos), Sala dos Patinhos (2 aos 3 anos), Sala da Carochinha (3 aos 4 anos) e Sala das Lagartinhas (4 aos 6 anos), são os nomes das divisões que acolhem as crianças. No início da semana, a mesma responsável já tinha garantido ao AuriNegra que a equipa educativa ia “explorar ao máximo o tema, em cada grupo”.

Para não estragar a surpresa, adiantamos apenas que todos os pais vão receber uma lembrança, mesmo aqueles que têm filhos com apenas meses de vida, sendo grande parte das prendas feitas de materiais reciclados.

Simão (ou Simãozito, como gosta de ser chamado), 6 anos, foi dos primeiros a querer falar com o nosso jornal. “O meu pai constrói casas e está em Angola”, diz. A saudade é evidente, sentimento confirmado por uma das educadoras, mas isso não o impede de preparar o seu presente.

“O meu pai não está cá, está na Moldávia”, afirma Marina, 5 anos. Quando questionada sobre o que mais gosta no Dia do Pai, a resposta é simples e ao mesmo tempo ternurenta: “Gosto do pai”.

As actividades não se ficam por aqui, até porque a tarde vai ser doce. Deixamos, no entanto, que sejam os homenageados a saborear todas as surpresas que as meninas e os meninos prepararam para eles. | LM