Nas eleições do passado mês de Dezembro foi reconduzida a lista que há três mandatos tem vindo a pugnar pelo desenvolvimento de Febres. Na hora da tomada de posse, Vítor Catarino, Presidente da Direcção da Gira Sol, reiterou o empenho em fazer de Febres uma vila onde é bom viver, uma “slow village” onde é possível ter acesso ao que de melhor têm para oferecer os centros urbanos, nomeadamente em termos educativos,culturais e desportivos.


Tomaram posse, no passado dia 14 de Janeiro, os órgãos sociais da Gira Sol – Associação de Desenvolvimento de Febres para o triénio 2011/2013, ficando a Presidência da Direcção entregue, uma vez mais, a Vítor Catarino. O “filho da terra” começou por agradecer aos elementos da sua equipa o facto de terem aceitado os lugares que ocupam, num momento em que principia “um mandato importantíssimo para a Associação. Vamos ter que fazer o Pavilhão Multiusos, pelo menos na vertente desportiva, isso é incontornável. Mas não perdemos, ainda, a esperança de, também neste mandato, podermos concluí-lo na sua plenitude”.
Um projecto há muito acarinhado pela Gira Sol que tem visto o financiamento por parte do Estado sucessivamente adiado, mas que Vítor Catarino acredita ser ainda viável, e que será um equipamento com elevado impacto na melhoria da qualidade de vida dos habitantes de Febres e das freguesias limítrofes. Dotar a vila de infra-estruturas que contribuam para a fixação de jovens casais e de pessoas que aqui queiram construir uma família e uma vida comum é, aliás, um dos objectivos traçados pelo Presidente, e para o qual concorrem as diversas valências da Gira Sol.
“Pela sua importância estratégica destaco o atletismo, uma actividade que, para além do mérito desportivo, impulsiona o desenvolvimento, e o jardim-de-infância, uma obra notável que, caso não houvesse outra valência, justificaria só por si o facto de estarmos aqui”. Nesse sentido, Vítor Catarino salientou o investimento feito pela Associação nas crianças, “com o objectivo nobre de lhes dar a educação que elas obteriam na cidade mais desenvolvida do mundo. Acredito que esta é a actividade mais nobre de todas as que temos, porque mexe com a vida das pessoas e com o seu futuro”.
Todas as outras valências da Instituição Particular de Solidariedade Social mereceram, também, destaque por parte do dirigente mas a tónica da intervenção acabou por ser um alerta contra a desertificação das zonas rurais e do Interior de Portugal: “Este é o triste destino das aldeias portuguesas. Para conseguirmos escapar desta maldição é preciso fazer com que Febres se possa constituir como uma vila que seja na realidade uma pequena cidade, uma ‘slow village’ em que a vida anda um pouco mais devagar, em que não estamos sujeitos ao mesmo stress de Coimbra ou Lisboa mas onde é fácil chegar e onde um casal pode viver com muita qualidade de vida. Podemos criar uma vila onde é agradável viver, uma vila que assim resiste ao envelhecimento e à desertificação”.Este é o futuro que Vítor Catarino quer para Febres e, para que esse futuro possa ser concreto, o papel a desempenhar pela Gira Sol é determinante. “O melhor de dois mundos” é, afinal, o segredo contra a desertificação. FC

 

 

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