Europa e Ásia são os dois continentes representados na 5.ª edição da semana internacional de folclore, “Folk Cantanhede 2010”. Até amanhã, 10 de Julho, as tradições culturais de sete países andam à solta pelas várias freguesias do concelho de Cantanhede.
Tailândia, Eslováquia, Grécia, Bulgária, Bélgica, Lituânia e Portugal são os sete países participantes em mais uma semana dedicada ao folclore nacional e internacional, organizada pelo “Cancioneiro de Cantanhede”. O festival arrancou no passado sábado, dia 3 de Julho, com o desfile internacional em que participaram os grupos convidados, a que se seguiu a cerimónia oficial de abertura, na Praça Marquês de Marialva, em Cantanhede.
Nessa ocasião, o Presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, João Moura, fez questão de salientar o papel insubstituível dos grupos folclóricos do Concelho, “que se dedicam a recuperar e a manter bem vivas as antigas representações da cultura popular”, acrescentando que esta é uma acção que “merece ser sublinhada pelos seus benefícios, quer no reforço da identidade cultural local, quer ao nível da formação dos cidadãos relativamente à importância do património etnográfico”.
Folclore à porta de casa
A vila de Febres foi a primeira a receber, este ano, as já habituais Galas de Freguesia, que levam o folclore e as tradições de outros países a vários pontos do concelho, aproximando, desta forma, a iniciativa “Folk Cantanhede” da população. O Largo Florindo José Frota, no centro de Febres, recebeu os coloridos grupos da Bélgica (“Groupe de Danses Folkloriques et Traditionnelles – Pas d’la Yasu”), Lituânia (“Folk Group Tarskutis”), Bulgária (“”Zlatna Trakia Folk Ensemble”) e Tailândia (“Pong Lang Kalassinpittayasan School”), a que se juntaram os ranchos folclóricos locais, “Rosas de Maio” e “Cantarinhas da Fontinha”.
Uma noite amena e uma brisa suave saudaram os presentes, proporcionando as condições ideais para o espectáculo ao ar livre. Os convidados fizeram o resto, contagiando todos com danças e cantares, coreografias e trajes de mil cores, uns exóticos, outros a fazer lembrar o folclore português. O disparar incessante de dezenas de máquinas fotográficas marcou o compasso, numa noite que passou demasiado depressa.
Carlos Maltez, relações públicas do “Cancioneiro de Cantanhede”, grupo folclórico responsável pela organização do “Folk Cantanhede”, conta ao AuriNegra as origens deste evento: “Há muitos anos que andava na cabeça da direcção do grupo folclórico “Cancioneiro de Cantanhede” lançar-se na aventura de organizar um festival internacional. Naturalmente que não foi fácil, mas decidimos avançar, e logo com o propósito de o inscrever a breve trecho num organismo internacional ligado à UNESCO, que é o Conselho Internacional de Organizadores de Festivais de Folclores e Artes Tradicionais, CIOFF, o que aconteceu logo após a segunda edição de Folk”.
Este é um certame que já conquistou o seu espaço na agenda cultural da região, tendo contado, até à data, com a participação de perto de três dezenas de convidados internacionais, com o objectivo de “conseguir um encontro de culturas, a paz entre os homens e um espírito de união e fraternidade entre as pessoas”.
Dos trajes utilizados, à língua em que cantam, passando pelos instrumentos musicais que manuseiam, as diferenças entre os grupos são evidentes, bem mais notórias que os traços que os unem, homens, mulheres e crianças que representam a cultura popular e preservam as tradições etnográficas de cada um dos seus países. A língua pode ser diferente, mas a mensagem, essa é a mesma.



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